segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

CARTÃO DE BOAS FESTAS DA CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, ENTIDADE QUE PROPORCIONA O PRÊMIO JABUTI.

 
 
 
 
 
 
 
 
CARTÃO DE BOAS FESTAS DA
CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO,
ENTIDADE QUE PROPORCIONA
O PRÊMIO JABUTI.
 
 
 

 

 
 
 
UM POUCO DE SUA HISTÓRIA
 
 
Sua história remete à efervescência cultural da São Paulo dos anos 1940, quando um grupo de editores e livreiros começou a se reunir para discutir os problemas do setor e buscar formas de atuação conjunta e organizada. Desses encontros, surgiu a proposta da criação de uma entidade de classe que assumisse a tarefa de divulgar e promover o livro no país.

 
A Câmara Brasileira do Livro foi fundada oficialmente no dia 20 de setembro de 1946, em assembleia realizada na livraria O Pensamento, localizada no antigo largo de São Paulo, no centro da capital paulista. Livro, presente de amigo foi a primeira campanha publicitária que, ainda em 1946, iniciou o trabalho de divulgação do livro. A ela seguiram-se muitas outras iniciativas, todas em benefício do livro e da leitura no Brasil.

 
A CBL que completou 70 anos esse ano, reúne editores, distribuidores, livreiros e porta-a-porta, em torno de uma causa fundamental: a construção de um país com melhor educação através do livro e da leitura. Atualmente, a CBL representa mais de 400 associados em todo o Brasil.


 
Conhecimento e informação econômico-financeira sobre o mercado editorial servem de base para avaliação das oportunidades, bem como para apoiar processos decisórios. Esta é a razão pela qual a Câmara Brasileira do Livro oferece anualmente aos seus associados uma radiografia completa do setor com a pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro. A pesquisa é um estudo realizado pela FIPE – (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, entidade ligada à Universidade de São Paulo), patrocinado pela CBL e SNEL – Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

 
 
 
 


 
 

 
Partindo deste conhecimento, tem sido possível promover o desenvolvimento do setor, trabalhando com maior precisão na ampliação de políticas públicas e no desenvolvimento de competências que:

 
• apoiam a criação e revitalização de bibliotecas (públicas e privadas) em nível nacional, regional e municipal;
• ampliam e fortalecem o circuito nacional de feiras de livro e festivais literários;
• facilitam o acesso da população ao livro e à leitura e apoiar o desenvolvimento dos mercados regionais;
• promovem e apoiam a realização de ações para a formação de novos leitores;
• adicionam competitividade ao setor.

 
A CBL atua fortemente para manter sua representatividade política perante o Governo Federal e junto ao Congresso Nacional nas áreas do livro e da leitura, com o objetivo de ampliar a influência do setor nas decisões que dizem respeito ao livro.

 
Para tanto mantém articulação entre as diversas entidades nacionais e regionais ligadas ao livro e leitura, permitindo uma ação coordenada da cadeia produtiva nas várias instâncias de poder.

 
Modernizar a gestão tem sido a diretriz para adicionar ainda mais agilidade e qualidade aos serviços prestados, assim como dotar os associados de maior capacidade de competir e de se inserir mais fortemente nos mercados internacionais.
 
 
VISITE O SITE OFICIAL
DA CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO:
 
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quem sabe o seu livro seja
o ganhador do
PRÊMIO JABUTI 2018.
 
 
 



 
 
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domingo, 17 de dezembro de 2017

"MEMORIAL DE OUTONO" DO ESCRITOR BAIANO HÉLIO PÓLVORA. LIVRO RECOMENDADO PELA ESTANTE DO FOCUS PORTAL CULTURAL.

MEMORIAL DE OUTONO

LIVRO RECOMENDADO PELA ESTANTE DO FOCUS PORTAL CULTURAL. ESTA OBRA FOI PUBLICADA EM 2005, MAS PELO CONTEÚDO EXPRESSIVO QUE A POSSUI, MERECE SER LIDA, PRINCIPALMENTE, PELOS CRONISTAS, CONTISTAS E ENSAÍSTAS.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DETALHES DO LIVRO

 
Após uma longa e produtiva carreira dedicada à literatura, Hélio Pólvora lança Memorial de outono para meditar sobre o tempo. O autor baiano, nos mais de 50 textos que compõem o livro, relembra o passado e se questiona sobre o futuro através de uma narrativa contemplativa e bem-humorada – ou (em uma obra cujo subtítulo é um divertido Vivências de um velho escritor zangado) certas vezes até elegantemente mal-humorada, mas sem nunca perder a ironia e o lirismo que lhe são tão peculiares. Memorial de outono traz uma nova coleção de crônicas como só Hélio Pólvora sabe escrever, em uma combinação única de conto, ensaio, poesia e memórias que dá origem a um estilo muito próprio e prazeroso. O livro contém, 192 páginas e publicada pela Bertrand Brasil.
 
 
 
 

 

 
BIOGRAFIA DE HÉLIO PÓLVORA
 


 
Hélio Pólvora de Almeida é natural de Itabuna, Bahia, onde nasceu em 1928, em fazenda de cacau. Fez estudos secundários em Salvador, no Colégio Dois de Julho, Colégio Carneiro Ribeiro e Colégio da Bahia. Iniciou-se no jornalismo como colaborador e editor do semanário Voz de Itabuna, e mais adiante foi correspondente em sua cidade de jornais de Salvador. Em janeiro de 1953 fixou-se no Rio de Janeiro, para curso universitário, onde morou por cerca de 30 anos. Foi lá que ele iniciou sua carreira literária e uma atividade jornalística intensa, que prosseguiram na Bahia após 1984, nas cidades de Itabuna, Ilhéus e Salvador.
Seu primeiro livro públicado foi "Os Galos da Aurora" (1958, reeditado em 2002, com texto definitivo). Depois dele, seguiram-se cerca de 25 títulos de obras de ficção e crítica literária, além de participação em dezenas de antologias nacionais e estrangeiras. Seus contos estão traduzidos em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e holandês.
A partir de 1990, passou a residir em Salvador. Eleito para a Cadeira 29 da Academia de Letras da Bahia, faz parte também da Academia de Letras do Brasil (com sede em Brasília), onde ocupa a cadeira 13, que tem como patrono Graciliano Ramos. Pertence ainda à Academia de Letras de Ilhéus.
É Doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz .Fez parte da Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministro da Educação e Cultura, Jarbas Passarinho, para reconstituir os textos e reeditar a obra do Mestre, e integrou a Comissão Selo Bahia, criada pela Secretaria da Cultura e do Turismo, no âmbito da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Faleceu em 26 de março de 2015.
 





Leia o poema publicado em homenagem a Hélio Pólvora

 
 
 
SAFRA DE SOMBRAS

That is no country for old men, the young
In one another’s arms, birds in the trees.
W.B.Yeats*

A Hélio Pólvora

É; foi-se o tempo de plantar cacau:
Não é mais um ofício para jovens.

Grandes nuvens de crinas esvoaçadas,
Esparramadas no azul – soltas setas –
Galoparam sedentas de outros mapas.

A terra agora espectro de agra face,
Paragens somente para ossos (frios),
Esqueletos que são aves em ramos,
E até bem pouco não era assim (saibam):
O chão se abria a sonhos e sussurros,
soluço (único) de água mensageira,
E lá vinham pérolas entre musgos,
ametistas suando ao verde sob chuva.

O sol gretou os seios da morena,
sinhá-moça que veio de Belmonte,
intumesceu os olhos generosos.
E fez mais: as almas ressecou,
E os antes desasselvajados rios,
(Mirai) hoje somente veias secas,
E semblantes que vagam nas estradas,
Safra de sombras, ai, dever de velhos.

*Terra aquela não é que sirva para ancião.
Os moços a abraçar-se, as aves a cantar
Nas árvores (...)

Versos do poema de Yeats, "Velejando para Bizâncio" (Sailing to Byzantium), em tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos.






 
 
 
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sábado, 16 de dezembro de 2017

O FOCUS PORTAL CULTURAL INDICA O LIVRO "O FIO DE DÉDALO" DO ENSAÍSTA BRASILEIRO IVAN JUNQUEIRA.


 
 

 
 
 
O FIO DE DÉDALO Ivan Junqueira Um dos mais importantes escritores brasileiros em atividade propõe um jogo a seus leitores. Em O FIO DE DÉDALO, coletânea que reúne ensaios de críticas literárias, prefácios, conferências e textos inéditos de Ivan Junqueira, o autor de A sagração dos ossos (Prêmio Jabuti de 1995) e O grifo escolhe o percurso sinuoso, lúdico, para conduzir o leitor pelo território da criação literária - tal como Dédalo, o arquiteto do labirinto de Creta, prisioneiro de sua própria criação.
 
 
O FIO DE DÉDALO tem a poesia como tema central e a reflexão como eixo de seu movimento, e divide-se em três partes. A primeira, "De poesia e de poetas", situa-se em terras inglesas e brasileiras do século XIX. Nos comentários, observações sobre o movimento simbolista inglês e os valores e critérios da era vitoriana. Ao descrever a efervescência dos círculos literários londrinos, abertos à poesia de Baudelaire, Rimbaud, Verlaine e Remy de Gourmont, Ivan Junqueira dimensiona a revolução literária inglesa que gera Yeats, Eliot, Auden e Dylan Thomas, entre outros, chegando aos novos talentos da Grã-Bretanha.
 
 
No território brasileiro, o autor seleciona 23 poetas contemporâneos, a partir dos quais analisa as tendências das atuais vertentes poéticas no nosso país. Se, na primeira parte de O FIO DE DÉDALO, Junqueira se coloca na posição de solitário observador e crítico, no segundo segmento, "Do ensaísmo e da crítica", ele adota o contraponto para ampliar suas análises, citando opiniões e comentários dos expoentes da crítica literária no Brasil. O diálogo que se estabelece permite, sem limites de fronteira, uma visão ampla e plural de poetas, poesias e ensaístas.
 
 
Finalmente, em "Da arte tradutória", o autor justifica a importância da tradução - "Os intransigentes guardiães da sagrada intocabilidade dos textos em língua estrangeira que nos perdoem, mas traduzir é preciso" -, comprovando com exemplos que bastam perícia e competência para eliminar fronteiras idiomáticas e preservar, em português, a forma e a essência. O carioca Ivan Junqueira é poeta, ensaísta e tradutor, entre outros de T.S. Eliot, Marguerite Youcenar, Jorge Luis Borges, Marcel Proust e Charles Baudelaire. Na Fundação Biblioteca Nacional, participa como editor executivo da produção editorial de Poesia sempre.

 
 
 
 

  
Em O FIO DE DÉDALO, coletânea que reúne ensaios de críticas literárias, prefácios, conferências e textos inéditos de Ivan Junqueira, o autor de "A sagração dos ossos" (Prêmio Jabuti de 1995) e "O grifo" escolhe o percurso sinuoso, lúdico, para conduzir o leitor pelo território da criação literária - tal como Dédalo, o arquiteto do labirinto de Creta, prisioneiro de sua própria criação. O livro tem a poesia como tema central e a reflexão como eixo de seu movimento.
Atente-se para algumas passagens:
Página 54  
 
Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras...
Formas do Amor, constelarmente puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas...‎
Mais
Página 52 - TRIUNFO SUPREMO
 
Quem anda pelas lágrimas perdido,
Sonâmbulo dos trágicos flagelos,
É quem deixou para sempre esquecido
O mundo e os fúteis ouropéis mais belos!
É quem ficou do mundo redimido,
Expurgado dos vícios mais singelos
E disse a tudo o adeus indefinido
E desprendeu-se dos carnais anelos!
É quem entrou por todas as batalhas
As mãos e os pés e o flanco ensanguentado,
Amortalhado em todas as mortalhas.
Quem florestas e mares foi rasgando
E entre raios, pedradas e metralhas,
Ficou gemendo mas ficou sonhando!
 
Página 189 - ... "gerar um dos maiores tesouros da nossa ficção. Dispunha também de uma natureza ensaística, era um homem que não se limitava a exercer o ato da criação literária — também meditava sobre ele, também se voltava para a Esfinge das Letras tentando decifrá-la. De início, é preciso que se saliente, com a maior ênfase e talvez alguma impertinência, que a pequena constelação de livros de ensaios e crônicas de José Lins do Rego é um aparelho literário indispensável à total compreensão... ‎
 
Página 75 -  Como escreveu "JOÃO CABRAL DE MELO NETO - Manolete, o mais asceta, não só cultivar sua flor mas demonstrar aos poetas:
 
Como domar a explosão
com mão serena e contida,
sem deixar que se derrame
a flor que traz escondida,
e como, então, trabalhá-la,
com mão certa, pouca e extrema:
sem perfumar sua flor,
sem poetizar seu poema.‎
 
 
 
 
 
 IVAN JUNQUEIRA
 
 
 
Ivan Junqueira nasceu no Rio de Janeiro em 1934, foi poeta, ensaísta e tradutor. Ocupou a Cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras, para a qual se elegeu em 2000 e da qual foi presidente no biênio 2004/2005. Foi membro da Academia Brasileira de Filosofia e do PEN Clube do Brasil.
 
Estudou Medicina e Filosofia, iniciando-se no jornalismo em 1962. Foi diretor do Centro de Informações das Nações Unidas no Rio de Janeiro (1970/1977) e pertenceu aos quadros da Fundação Getúlio Vargas, da Fundação Nacional de Artes Cênicas e da Fundação Nacional de Arte.
 
Editor executivo das revistas Piracema e Poesia Sempre, foi ainda assessor de projetos especiais da Fundação Biblioteca Nacional. Foi também jornalista e crítico literário dos principais jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo, como Jornal do Brasil e O Globo. Sua obra inclui mais de 30 títulos, distribuídos nas áreas da poesia, do ensaísmo, da crítica literária e da tradução, os quais lhe valeram 15 prêmios literários, entre eles os da Câmara Brasileira do Livro (Jabuti), do Instituto Nacional do Livro, da Associação Paulista de Críticos de Arte, da Academia Brasileira de Letras, do PEN Clube do Brasil, da Fundação Biblioteca Nacional e da União Brasileira de Escritores.
 
Sua poesia está traduzida em oito idiomas. Em 2005 recebeu a Medalha de Richelieu, a mais alta condecoração da Académie Française. Dentre seus livros publicados está o infantil Flor Amarela e os póstumos Essa Música e Reflexos do Sol-Posto.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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